A Polícia da Memória de Yoko Ogawa
“”Calculo que as memórias vivam espalhadas pelo corpo”, prosseguiu o velhote, passando a mão do peito para o cimo da cabeça. “Mas estão invisíveis, não é? E, por mais extraordinária que seja a memória, acaba por se desvanecer se ficar sozinha, se não lhe prestarmos atenção. As memórias não deixam vestígios nem provas de que alguma vez existiram. Mas de certeza que tem razão quando diz que devíamos fazer tudo o que pudermos para recuperar as memórias das coisas que desapareceram.”
SINOPSE
Numa ilha sem nome, situada numa costa anónima, há objetos que começam a desaparecer. Primeiro chapéus, depois fitas, pássaros e rosas — até que a situação se agrava. A maioria dos habitantes permanece desatenta a estas mudanças, e os poucos com poder para recuperar os objetos perdidos vivem receosos da Polícia da Memória, entidade que assegura que o que desaparece permanece esquecido.
Quando uma jovem mulher, que luta por manter uma carreira de romancista, descobre que o seu editor está em perigo, elabora um plano para o ocultar debaixo da sua casa. À medida que medo e sentimento de perda se aproximam, rodeando-os, agarram-se à escrita como modo de preservar o passado.
SOBRE A AUTORA
Yoko Ogawa nasceu a 30 de março de 1962, em Okayama, no Japão. Graduou-se na Universidade de Waseda e vive atualmente em Ashiya, Hyogo, com o marido e o filho. Desde 1988 publicou numerosas obras de ficção e não-ficção, muitas delas premiadas, traduzidas em inúmeros idiomas e adaptadas ao cinema.


